Ele morreu no nascimento de 2011.
Para alguns, só mais um ano.
Para outros, como eu, o recomeço, um ano de esperanças. Uma nova visão de vida, de mundo.
Oficialmente deixei muitas coisas que me fizeram sofrer em 2010.
Também estão mortas.
Espero muito deste novo ano.
Tentar coisas novas, ser alguém melhor.
E principalmente... NÃO me apaixonar de novo.
Ouvir "Beautiful" da Christina Aguilera, me fez pensar em muitas coisas. [Experimentem isso!]
Tenho muitas metas para 2011, e espero cumprir todas elas.
Por exemplo, me dedicar MUITO aos meus estudos e ao meu trabalho e conseguir o que eu quero com meus esforço. Ser menos dramático, e amadurecer algumas coisas que preciso na minha personalidade.
Quero um novo corte de cabelo, um novo estilo, tudo novo.
Bem, desejo a todos um 2011 repleto de coisas boas, aventuras inesperadas, mistério, e tudo o que desejarem e for bom para vocês.
So... Feliz 2011.
Para acabar de vez com 2010. A 3ª e última parte da minha crônica.
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A Razão se materializa num beco escuro.
O fantasma da foto está lá.
Mas ele é de carne e osso. O Real.
A Razão o absorve em um transe profundo.
O fantasma é levado até a Emoção.
A Emoção dorme em um canto do escuro ainda.
A Razão põe O Real em frente a Emoção.
A Emoção abre os olhos, emergindo do sonho ilusório.
O Real encara a Emoção.
A Emoção sorri.
O Real se afasta.
A Emoção toca no rosto do Real.
O Real não sente nada.
A Razão lê os pensamentos da Emoção.
Ela pensa em entregar seu coração ao Real.
A Razão se materializa entre a Emoção e o Real.
Uma espada prateada reluz em suas mãos.
A Razão homicida a Emoção.
A Emoção paralisa com a dor.
A Razão acertou em cheio no coração da Emoção.
O Real está em choque. Lágrimas em seus olhos.
A Emoção chora pela última vez.
A Razão sente pelo que fez. Mas sabe que foi o certo.
A Emoção perdoa a Razão. Ela também entende.
A Razão cai de joelhos.
A Emoção se desfaz no ar, em milhões de fragmentos cintilantes.
A Emoção está morta.
O Real continua em choque. Não queria que isso acontecesse.
A Razão se ergue novamente e encara o Real.
Num estalar de dedos o Real desmaia.
A Razão lamenta sua perda. Volta ao escuro do espelho.
O Real acorda no beco de onde veio.
Tudo parece só um sonho agora.
A Emoção não voltará.
Pra sempre.
FIM
L. G. Melo


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